NO BRASIL MINISTÉRIO DA SAÚDE INCENTIVA O USO DA MEDITAÇÃO
Posted on janeiro 31st, 2010 por Gladis Maia
Gladis Maia
Apesar de serem evidentes os benefícios, a Ciência ainda não consegue entender completamente como a meditação age no sistema nervoso. Uma das dificuldades é o fato de não serem possíveis testes com modelos animais. Dra.Elisa Kozasa, da Unifesp.
Há cerca de três anos a agência do governo dos EUA responsável pelas pesquisas médicas (NIH) reconheceu formalmente a meditação como prática terapêutica que pode ser associada à medicina convencional. No mesmo ano, 2006, o Ministério da Saúde aqui no Brasil baixou uma portaria que incentiva também a sua prática, nos postos e hospitais públicos brasileiros.
Essas ações governamentais são sinais da tendência de encarar a meditação não simplesmente como prática de bem-estar, que faz bem apenas à mente e ao espírito.
Parar diariamente alguns minutos para se concentrar e se desligar do turbilhão de pensamentos que ocupam constantemente nossas cabeças também ajuda a manter a saúde física.
Na cidade de São Paulo, 70% dos postos de saúde oferecem além das atividades da chamada medicina tradicional, acupuntura, tai chi chuan e meditação.
Relativamente recentes, as pesquisas sobre o assunto começaram nos anos 70. Os artigos científicos sobre o tema relatam, entre outros benefícios, que meditar previne e combate a depressão, a hipertensão arterial, a dor crônica, à insônia, a ansiedade e os sintomas da síndrome pré-menstrual, além de ajudar a reduzir a dependência de drogas.
Esses estudos mostram que a meditação reduz o metabolismo – os batimentos cardíacos e a respiração ficam mais lentos – e o consumo de oxigênio pelas células cai. É isso que dá a sensação de relaxamento e tranqüilidade.
As mesmas pesquisas sugerem que a prática também interfere no funcionamento do sistema nervoso autônomo, que é responsável, por exemplo, pela liberação dos hormônios como a noradrenalina e o cortisol, durante os momentos de stress.
A duração dessas “reações de alarme” são mais curtas, nas pessoas que meditam; a pressão do sangue e a força de contração do coração ficam alteradas por pouco tempo, comprometendo menos a saúde.
O obstetra Roberto Cardoso, autor de “Medicina e Meditação – Um Médico Ensina a Meditar” diz que muitos profissionais de saúde ainda têm preconceitos, mas que isso deve mudar, brevemente. A meditação começa a trilhar os passos da acupuntura, que já é um recurso reconhecido pela classe médica.
No Brasil, a instituição que mais estuda o tema é a escola médica da Unifesp, que vem ajudando a apagar a imagem religiosa e mística que normalmente se tem das pessoas que meditam.
A meditação não precisa ser necessariamente ligada a uma crença oriental.Para que ela cumpra seu papel de medicina complementar e preventiva, o psicólogo José Roberto Leite, da Unifesp, explica que ela deve ser diária e constante. Segundo especialistas, as mudanças podem ser sentidas logo nas primeiras semanas de prática.Experimente, sei que vai gostar! Namastê!



